18 de junho de 2013

Gentiê, tem simplesmente DOIS MESES que essa coluna não aparece por aqui. A saudade é grande, eu sei, mas não há razão para desesperos, pois ela está de volta mais quente do que nunca.
O tema de hoje é da cor do fogo, da cenoura e do banner ali em cima. Isso mesmo, eles são raros no mundo, mas aqui não: com vocês, alguns dos ruivos mais bonitos desse mundão de meu Deus. E incluam aí o nosso lindo Albert, né, gente?

16 de junho de 2013


Por Mariana Bellozi

  Consciência crítica. Essa pequena expressão, usada diversas vezes em contextos curiosos, tem muito a ver com a situação atual do país do futebol.
  Com quase 22 anos, cresci ouvindo pessoas falarem que a minha geração era alienada e não lutava pelas coisas que, por direito, eram nossas. A geração passada, que curtia Legião Urbana e Blitz, também foi acusada disso. E a anterior também.  E a história, que funciona em ciclos, assim como o ser humano (nada excepcional se levarmos em conta que quem faz a história é o próprio homem, dotado de ciclos do início ao fim da vida), se repete mais uma vez. Pensando na história mais recente houve a famosa revolução de 1968, os Caras Pintadas no início da década de 1990 e a Primavera Árabe, agorinha acontecida.

13 de junho de 2013


PAREDES VIZINHAS

          Há algum tempo, assisti o filme argentino Medianeras (Gustavo Taretto, 2011), que acabou se tornando um dos meus preferidos, talvez por pura identificação. Em resumo, ele trata da história de dois personagens, um homem e uma mulher, que praticam atividades exatamente iguais no dia-a-dia, moram perto e nunca se conheceram. A grandeza da cidade os afasta. Por que trazê-lo à tona nesse texto? Porque é a mais pura verdade, e essa verdade me assombra. Da mesma forma que me assombra fazer um novo amigo em uma situação completamente aleatória e parar pra pensar no tanto de amigos perdidos com quem cruzo nas ruas todos os dias. Bota medo a ideia de que alguém que pode mudar o rumo da sua vida talvez more do seu lado e você nunca vai conhecer.

            O jornalismo me ajuda todo dia a superar esses pensamentos que passam por minha cabeça. Desde que entrei na faculdade, aprendi a reparar mais nas pessoas. Nos ônibus, ainda que com fones de ouvido, sempre fico atenta aos assuntos ao meu redor. Não gosto que nada me escape, desde as cadelas de uma senhora que se chamavam Latifah, Pepê e Neném até pequenos atos de cordialidade, como dar um lenço para uma pessoa desconhecida para que ela possa limpar o único assento livre. Ou o motorista do sorriso gigante que só dá partida depois que me vê atravessando a rua e entrando em casa. Há duas semanas, ganhei canetas de uma moça com quem encontro todas as manhãs no ônibus. Ela disse que estavam sobrando no trabalho dela e sabia que eu e meus colegas de estágio escrevíamos muito. Não sei se sabe o meu nome. Eu não sei o dela.

        Meu ponto é que por mais que a cidade esmagadoramente grande afaste as pessoas, por mais que o Facebook ache que tem o poder de decidir quantos amigos temos e por mais que nossas crianças já nasçam sabendo mexer em Ipads e prefiram arremessar pássaros nervosos em porcos (não que eu não goste) do que jogar bola na rua ou brincar de boneca, às vezes uma situação pode nos botar em contato com as pessoas ao nosso redor novamente, ainda que seja quase imperceptível.

      Ainda é possível andar na rua e trocar sorrisos, bons dias, boas tardes ou boas noites gentis. Ainda é possível apreciar pequenos gestos de bondade em uma época em que ela é tão questionada. A tecnologia e a cidade grande podem ter trancado as pessoas em seus próprios mundos, mas talvez esses contatos sejam ainda mais valorizados e proveitosos quando elas finalmente tenham a coragem de abrir a porta para alguém.

4 de junho de 2013



OLÁ GALERA SEJAM BEIN VINDOS
POIS BEM CHEGUEEEEEEEEI QUERO FICAR BEM À VONTADEEEEEEE

Se você tá tendo uma ilusão? Se você morreu e foi pro céu? Se você simplesmente não faz ideia do que está acontecendo? CALMA, PADAWAN: É isso mesmo, eis o WLN aqui pra te presentear com uma playlist que vai atiçar sua nobre imaginação nesta noite fria de terça. Com vocês, o tema de hoje: 
Músicas que fazem a gente se sentir em um clipe

Para ler os comentários e saber qual membro do blog escolheu cada música da playlist, é só continuar lendo!


22 de maio de 2013

 

      Alguns podem achar que esta rede social é resumida nisso, mas não, por favor, não acreditem no que esses crápulas dizem, mostrarei a verdade desse maravilhoso mundo que tão novos desbravamos. Segurem-se, porque esses são os 10 motivos para não deletar sua conta do ORKUT!

1º Motivo)
      Todos aqueles depoimentos maravilhosos que te foram mandados, usando os mais modernos recursos estilísticos da época remota em que usávamos o orkut. A sua conta pode estar abandonada, mas você um dia irá querer passar lá e se emocionar, relembrando dos amigos que você teve, dos que você ainda tem, de como algumas pessoas gostam/ gostavam de você ou simplesmente de como você era retardado. Para exemplificar, veja um depoimento mandado para nossa querida Bellozi:
_____________00________________ PESSOAS ____________0000_______________ ESPECIAIS ___________000000______________ SÃO __________00000000_____________ COMO ________000000000000___________ AS __000000000000000000000000000__ ESTRELAS
__0000000000000000000000000____ NAO AS
____0000000000000000000________ VEMOS
______00000000000000000________ TODA
_______000000000000000_________ HORA... _______000000000000000_________ MAS
______00000000000000000________ SABEMOS
_____000000000_000000000_______
____0000000_______0000000______ QUE ELAS
___000000___________000000_____
__000___________________000____ EXISTEM!!!11!!!!1!   


2º Motivo)

      As comunidades. Ah, as comunidades. Sejam elas as de humor pastelãohumor negrohumor cult ou apenas humor humor. Talvez essa lista fosse melhor se não tivesse havido aquela onda hipster (sim, eles já existiam naquela época) de ter pouca comunidade. Ou será que era só pra deletar as "eu amo batata frita" e "odeio quem odeia cachorro" e eu entendi errado?

3º Motivo)
      Os fóruns. Todas as ideias compartilhadas, as discussões intermináveis sobre teorias conspiratórias dos anos 90, os links para download que você só conseguia achar no fórum da comunidade oficial das séries, artistas e que tais. Você deixaria mesmo todas essas ideias e informações morrerem ao deletar seu orkut?

4º Motivo) 
      As fotos. Elas falam por si só, nem preciso dizer nada. Tanto as amor quanto as trash.
 5º Motivo) 
      A nostalgia. Por mais que você possa ter vergonha alheia é muito bom você ver tudo pelo que você já passou e o quanto você cresceu. O orkut não voltará a ser uma rede social ~badalada~, mas isso não impede que ele seja um arquivo rico da sua história.

6º Motivo) 
      Ok, eu sei que eu disse que o orkut não voltaria jamais, mas era muito bom apagar os scraps de uma pessoa com quem você não queria conversar para que ela percebesse que você a estava ignorando. Facebook podia ter essa ferramenta só pelo comportamento ignorante gratuito (que valeria bem mais que aqueles textos enormes mandando indiretas).

7º Motivo) 
      As barras que medem o quanto você é legal, sexy e confiável. Quase ninguém tinha paciência para colocar quantos coraçõezinhos (percebe-se por aí o quão pueril o orkut era de confundir amor, que tem por símbolo o coração, com sensualidade), cubinhos (?????¿) e smiles (sério, orkut, o designer que te fez tinha sérios problemas), o que significa que só seus amigos marcavam, e faziam o favor de colocar tudo até o talo. O resultado era você ter seus 90% de tudo e se sentir querido e gostoso!!
     Queria colocar fotos de componentes do blog, mas prezo pela minha vida.
                                                     
8º Motivo)
      A sorte do dia. Tão aleatória que podia fazer profecias acerca do seu destino profissional, da data da sua morte ou simplesmente da aquisição de roupas novas, e eram tão confiáveis quanto neve no natal brasileiro. Era, além de divertido, instrutivo, porque ensinava às crianças a não confiar em previsões online na base da decepção. Um ótimo método educativo.

9º Motivo)
      As pérolas. Havia sites dedicados a isso e eram hilários. Ou ninguém se lembra dos depoimentos que não eram pra ser aceitos, os coadjuvantes que tomaram a cena, os reis do photoshop, as poses estranhas? A interface do pérolas do orkut pode ter ficado estranha, mas ele continua aí, e, para garimpar o orkut atrás de mais pérolas, apenas deixando sua conta viva.
      
10º Motivo)
      Os nomes de quem te stalkeou. Quem nunca foi picado pelo mosquito da vaidade e quis saber os nomes daqueles que se interessaram pelo seu perfil, apesar de pra isso você ter que aparecer no perfil de quem você stalkeou? Pois no orkut isso era a realidade. Sem segredos, apenas egos inflados, do jeito que tem que ser!

      Obrigado pela companhia até o final desse post digno do troféu Ultimate Praça e até mais ver, galerinha! Agora vou dormir porque estou só o caco. Um beijo e compartilhem suas preferências e motivos para não deletar o orkut!


18 de maio de 2013

...Like Clockwork

Após um intervalinho de 6 anos sem lançar nada, os -ou seria as?- Queens of the Stone Age lançam o sexto álbum da carreira, o mais esperado desde Lullabies to Paralyse de 2005.
Motivos não faltam para tal ansiedade: O Dream-Team envolvido nas gravações; o primeiro registro com os (não tão) novos integrantes Micahel 'Mickey Shoes' Shuman e Dean Fertita; a quase morte de Josh Homme durante uma cirurgia em 2011, da qual ele garantiu ter mudado seu ponto de vista diante o mundo e a vida em si.

Com o lançamento previsto pro dia 03 de junho, o álbum caiu nos braços da mãe internet na última quarta, 15 de maio. E eu como um membro dos abomináveis baixadores de torrent, já o ouvi vezes suficientes pra dissecar aqui, o trabalho dos moços -ou seria das moças?- .